Samara Martins: e elas invadem os nossos espaços de ocupação para poder bater nas pessoas, bate nos professores, spray de pimenta na cara, na mesma lógica da polícia militar.
Samara Martins: As polícias penais, que eram os carcereiros, eu trabalho num presídio, que deveriam ser ali para poder garantir a ordem dentro de um presídio, mas ela quer fazer justiça, e aí você tem as torturas dentro dos presídios, aos mesmos moldes da ditadura militar.
Então, a lógica da militarização das polícias, e da vida, porque agora eles estão querendo militarizar até as escolas e garantir que nós sejamos um exército ali, não está certo.
Samara Martins: E é essa a lógica da nossa defesa, de acabar com as polícias militares.
Samara Martins: É que nós tenhamos polícias... comunitárias, que elas entendam o seu povo como cidadãos, e elas têm que garantir ali a ordem, têm que garantir as leis, têm que garantir as coisas, e não dá para ser a própria polícia que se acha acima do bem e do mal, inclusive com tribunais separados, porque eles têm os tribunais militares e eles são julgados pelos seus, então eles não são julgados pela polícia, pela justiça tradicional, e aí você cria um poder absoluto para quem está de farda.