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MADURO CAPTURADO? e agora?
104 falas · 1 políticos · 8 de janeiro de 2026 · 11 min
Falas de Kim Kataguiri. 104 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
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Transcrição
104 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Muito bem, meus amigos, vamos falar sobre todas as consequências da ação dos Estados Unidos na Venezuela, para além do óbvio, da libertação da Venezuela de Nicolás Maduro, da comemoração do povo venezuelano, de talvez, e aí eu vou me aprofundar nesse tema, se ver livre de uma ditadura opressora e da responsabilização de Nicolás Maduro por todos os seus crimes.
Bom, eu estou de férias aqui em Utah, que é o estado que minha irmã mora, vou pedir para o editor aí colocar algumas imagens para vocês verem as belas montanhas.
Eu decidi, depois que a poeira abaixou um pouco da ação dos Estados Unidos e da Venezuela, fazer algumas reflexões aqui com vocês sobre as consequências, porque isso sem dúvida nenhuma é um marco histórico, principalmente em relação à sinceridade dos líderes mundiais em relação a ações militares que defendem os interesses dos seus países.
O fim da dissimulação O fim do fingimento do direito internacional e das relações multilaterais.
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Por que eu digo que é o fim da dissimulação?
Porque algumas pessoas têm dito que é um precedente muito ruim de que o Trump abriu fazendo essa operação na Venezuela, mas assim, gente, não é precedente nenhum.
Precedentes existem vários.
Bush fez isso, Obama fez isso, Bush fez com uma ação militar direta, o Obama preferiu tentar desestabilizar o regime armando facções.
ações rivais, aquele regime que ele queria depor.
Mesmo a ação da Rússia na Ucrânia já demonstrou que sanções internacionais, que punições internacionais por violação ao direito internacional não valem de nada.
Quem tem força exerce a sua força, defende os interesses do seu país.
Quem não tem força não pode fazer absolutamente nada sobre isso.
Não existe um grande tribunal internacional com uma polícia internacional com o poder de responsabilizar um Estado que viole o direito internacional.
Ele é uma ficção, não existe.
Sempre que os Estados Unidos precisaram defender os seus interesses à força, eles defenderam.
Sempre que a Rússia precisou defender seus interesses à força, defendeu.
A China nem considera uma questão de direito internacional o conflito com Taiwan, que considera que Taiwan faz parte da China e que não há nem discussão.
em relação a uma declaração de guerra, porque não se declara guerra com o seu próprio país, mesmo sabendo que, de fato, é uma situação de guerra, porque Taiwan tem um governo autônomo.
Aliás, os Estados Unidos já mobilizam suas forças ali para a Coreia do Sul, num recado para a China de falar, olha, eu sei que você está preparando uma invasão a Taiwan há muito tempo.
Isso é uma preocupação do Japão também, eu já fiz vários vídeos falando sobre isso.
A nova primeira ministra do Japão, Sanae Takahichi, inclusive fez uma fala sobre Taiwan, que incomodou muito o regime chinês.
Então assim, China já não ligava para o tal direito internacional, só não deixava isso explícito.
A Rússia deixou isso explícito, teve sanções da Europa e tal, não adiantou absolutamente nada.
Sanções dos Estados Unidos não adiantou absolutamente nada, a invasão continuou.
Os Estados Unidos sempre fizeram isso, mas com o discurso de não.
Eles têm armas de destruição em massa, eles têm armas químicas, é para levar a democracia.
E no final das contas não era nada disso.
Os Estados Unidos defendendo os interesses dos Estados Unidos.
O Brasil, nessa ação da Venezuela, fica numa situação humilhante.
Por quê?
Deveria ser o papel do Brasil, enquanto nação mais forte, mais poderosa da América do Sul, libertar o povo venezuelano.
A polícia... da América do Sul, o país forte da América do Sul, responsável por garantir a ordem, responsável por manter a paz, a coesão no continente, na região sul-americana.
deveria ser o Brasil.
Mas o Brasil está com forças armadas absolutamente sucateadas.
O dinheiro que as forças armadas têm, a maior parte, vai para gasto com o pessoal.
Não é para investimento em tecnologia, não é para um desenvolvimento de fortalecimento, de fato, das nossas forças.
Nosso investimento público, enfim, vocês conhecem todos os problemas que eu já falo há muito tempo.
de ter muito caráter obrigatório, de não ter investimento, portanto não tem retorno a longo prazo, não tem diminuição do custo do Brasil, não tem desenvolvimento de infraestrutura, não tem investimento em ciência e tecnologia, e por aí vai todas as consequências da gente ter um orçamento engessado como nós temos.
Mas em suma, é óbvio que você, da perspectiva dissimulada do direito internacional, houve uma violação por parte dos Estados Unidos, por mais que seja na visão dos críticos, na visão de quem ataca essa ação, que não é o meu caso, eu acho que a ação tinha que ser feita, e por mais que seja para os Estados Unidos defender o seu próprio interesse, por mais que seja por petróleo, e não por petróleo para os próprios Estados Unidos.
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