Transcrição do vídeo
Pronunciamento
27 falas · 1 políticos · 3 de dezembro de 2025
Falas de Flavio Bolsonaro. 27 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou.
Quem fala
Clique em qualquer fala ao lado para o vídeo saltar para o momento exato em que ela foi dita.
Transcrição
27 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Bom, Presidente, estou contando aqui, ainda sou o nono Parlamentar que estou falando.
Tem muita gente para falar, e V. Exa. tem razão, porque esse é um assunto institucional.
Só que o que está acontecendo hoje, Presidente Davi, já vem acontecendo há muito tempo: os abusos que vêm sendo praticados, até então tolerados, porque eram contra o Bolsonaro ou porque eram contra alguém de direita.
E é sintomático, Presidente Davi. Fazendo a ressalva aqui do Senador Randolfe Rodrigues, eu não vi mais ninguém do PT fazendo uso da palavra.
Fiquei até feliz de saber que, pelo menos, ainda que de uma forma mais técnica, ponderada e tímida... mas é importante que faça, porque essa é uma questão que está acima de qualquer partido.
Porque essa situação, Presidente Davi, de vir mudando não apenas leis, mediante decisões judiciais, mas mudando até precedentes da própria Corte para alcançar determinados objetivos específicos, isso já vem acontecendo há bastante tempo.
Foi mudado o foro por prerrogativa para manter o julgamento do Presidente Bolsonaro no Supremo; foi mudado o entendimento de que, em situações como a dele e várias outras, o julgamento, em vez de ser por turma, era no Plenário.
Mudou para pegar o Bolsonaro. Acabou, revogaram da lei, Senadora Tereza, o instituto da suspeição, que foi tolerado, pelo bem da democracia, para prender um ditador, e um juiz que tenha total interesse numa causa pode falar, "não", apesar de eu ser a suposta vítima, apesar de eu ter escolhido os investigadores, apesar de eu ter feito as vezes do Ministério Público, apesar de eu ser o juiz, apesar de a minha família ter sido ameaçada, não tem problema nenhum.
Eu posso continuar julgando essas pessoas que supostamente cometeram algum ato criminoso.
Mas era pelo bem da democracia. Você pode legitimar a censura no Brasil, porque, como o filme, Senador Girão, um documentário da Brasil Paralelo que tratava da facada em Jair Bolsonaro ia ser disponibilizado aos seus assinantes...
É aquela célebre frase no julgamento no TSE: a censura é repugnante, é inconstitucional, é intolerável, é um filhote da ditadura, mas desta vez, vamos aceitar a tortura, só até acabar as eleições.
Mas era contra o Bolsonaro, podia, está tudo bem.
A direita é uma ameaça ao Estado de direito, ao Estado democrático de direito, e assim vem sendo, sistematicamente.
E aí chega ao ponto institucional: agora a vítima não é mais um CPF, a vítima é um CNPJ.
A vítima é um Poder da República, é um dos pilares da democracia.
E eu só me lembro, Senadora Damares – para quem já leu Machado de Assis –, da obra O Alienista, em que um suposto médico começa a fazer um experimento na cidade – por coincidência, cidade de Itaguaí: tem uma com esse nome no Rio de Janeiro – e ele começa a internar aquelas pessoas que, segundo os critérios dele, Simão Bacamarte, ele acha que são malucas.
Então, se alguém é maluco, no critério subjetivo e autoritário dele, ele vai e interna no manicômio.
Só que ele internou a primeira pessoa e o vizinho falou: "Ah, é só com ele".
Daqui a pouco, ele internou a família inteira: "Não foi com a minha família, tudo bem".
Daqui a pouco ele internou a cidade inteira, e aí não tinha mais a quem recorrer.
E, no final, o médico que faz o experimento conclui que ele é o único são que existe em toda a cidade e ele se interna também.
E, hoje, o Senado está sendo internado. Várias pessoas foram sendo internadas, acusadas de golpistas, acusadas de cometerem crimes, e agora o próprio Senado é vítima dessa lawfare, desse ativismo judicial.
Essa é a verdade nua e crua. E por que este Plenário está quase vazio já?
É porque os Senadores têm medo de vir aqui falar porque acham que nunca vai acontecer com eles?
Com vários colegas com quem eu converso aqui, eu falo: uma hora o chicote vai mudar de mão; hoje as vítimas somos nós, amanhã as vítimas serão vocês.
Não se trata de questão partidária, não é porque é com alguém da minha família, é porque é uma injustiça: não temos a quem recorrer.
E agora nós vamos recorrer a quem? Eu espero que nós mesmos sejamos autossuficientes para superar este momento, porque foi exatamente esse ponto que eu perguntei na sabatina d
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia