Transcrição do vídeo
É ingenuidade continuar sonhando? | Simone Tebet e João Campos
643 falas · 2 políticos · 6 de agosto de 2026 · 57 min
Falas de Tabata Amaral, Simone Tebet. 643 falas transcritas, com tema e posicionamento nas que a análise classificou. Temas: Educação, Governança e Participação, Filiação Partidária, Política de Habitação.
Quem fala
Transcrição
643 falasTranscrição completa do vídeo. As falas que a análise classificou trazem tema e posicionamento.
Pessoal, nesse episódio do Tabateando, eu convido vocês para sonharem acordado junto comigo.
Nesse sonho, tenho os meus dois convidados de hoje, Simone Tebet e João Campos.
Simone Tebet é advogada, professora, já foi senadora, ministra da República, dentre muitas outras coisas, essa mulher é uma potência.
E João Campos é engenheiro de formação, foi deputado federal, prefeito de Recife.
considerado o melhor prefeito de capitais do Brasil, é pré-candidato ao governo de Pernambuco, além dele ter a honra de ser meu marido.
Um dos pontos em comum que os dois têm, além de serem muito queridos por mim e por muita gente nesse nosso Brasilzão, é eles terem começado bem cedo na política.
Eu sempre fui uma pessoa muito sonhadora.
Então, lembrar, quando eu era bem novinha, desde muito nova eu bordava pra ajudar minha mãe.
bordava, fazia crochê, todo tipo de ponto.
Primeiro vendia os panos na igreja, depois no intervalo para as professoras, na sala de professores.
Era a nossa fonte de renda.
E eu acho que não era um sonho.
Eu achava que eu ia trabalhar com isso, né?
Minha mãe trabalhava com isso, algumas tias, acho que minha avó bordava também.
Então, eu acho que sonho ainda não.
Era o que eu achava que eu ia fazer.
mas eu tinha um desejo muito grande com meu pai da gente abrir uma lojinha de artesanato para minha mãe para poder vender os panos.
era meio.
acho que esse foi o primeiro sonho.
assim que a gente teve é depois eu queria muito ter um quarto para estudar.
sempre adorei estudar sem presente silêncio para estudar em minha casa né periquito papagaio cachorro é o cachorro da vizinha é a moto não sei o que.
E aí veio a Olimpíada de Matemática, de escolas públicas.
- Neutro
Sobre: expandir acesso e qualidade da educação pública
Ganhei minha primeira bolsa do CNPq.
Com aqueles 100 reais por mês, durante dois anos, construímos o segundo andar da nossa casa e o meu quarto, pra eu poder estudar.
E aí acho que depois disso que eu comecei a realmente ter essa coisa de sonho.
Deixou de ser o que eu acho que eu vou trabalhar, porque... É com isso que meus pais trabalham.
E passou a ser uma coisa mesmo, tipo, cara, ninguém nunca fez isso, mas eu vou fazer.
E acho que tem uma coisa de ficar mais velha.
Mas tem uma coisa também de, pela primeira vez, começar a perguntar qual era meu sonho.
Até hoje, assim, eu tenho 32 anos, quase 33.
Toda vez que eu encontro uma criança e um jovem, é automático.
Só andar comigo.
Eu sempre pergunto, oi, qual é o seu nome?
Você tem quantos anos?
Qual é o seu sonho?
Você quer fazer o que quando crescer?
E tem muita criança e adolescente que nem gosta dessa pergunta.
Muitos gostam.
Mas eu acho que é porque pra mim foi tão poderoso.
Quando começaram a me perguntar qual era meu sonho.
Quando começaram a ver que eu era merecedora de ter um sonho.
Que eu tinha capacidade de realizar um.
- Neutro
Sobre: expandir acesso e qualidade da educação pública
E isso foi quando eu ganhei a bolsa na escola particular.
Foi a primeira vez que vieram falar comigo sobre vestibular.
Foi a primeira vez que só assumiram que eu faria faculdade.
Ninguém nunca tinha assumido que eu faria faculdade.
Ninguém nunca tinha assumido que faculdade era pra mim.
E eu entendo, tipo, meus pais não fizeram o ensino médio.
Então, acho que se eu chegasse até ali, já seria bastante.
Mas na escola particular tudo mudou.
Todo mundo... Só assumia, porque eu tava ali no meio de crianças muito mais ricas do que eu, que eu também faria faculdade, que eu também tinha um sonho.
E aí, como eu tinha essa coisa com o BIMEP, com a Olimpíada, como tinha essa coisa também de, cara, eu tinha um sonho de ter um quarto, e eu consegui por conta dos estudos, sabe?
Não foi por conta dos bordados.
Até porque meus pais pegavam boa parte do dinheiro que eu conseguia vendendo os bordados.
E aí, eu comecei a dizer que eu ia primeiro... Estudar matemática, porque eu era louca por essa Olimpíada.
E aí eu conheci a Olimpíada de Astronomia.
Comecei a dizer que eu ia ser astrofísica.
Eu brinco que ninguém nem entendia muito bem, né?
Tipo, o que faz um astrofísico?
Nem eu sabia.
Mas impressionava as pessoas e eu tinha que responder.
E esse sonho de ser cientista astrofísica me carregou até a faculdade.
E foi só quando eu perdi meu pai, da forma que eu perdi.
Que, de um lado, eu abandonei esse sonho.
- A favor
Sobre: expandir acesso e qualidade da educação pública
Mas foi surgindo outro, que era realmente trabalhar com educação pública, que era voltar para o Brasil, porque eu fiz faculdade fora, que era trabalhar para que mais pessoas tivessem as oportunidades que eu tive e menos pessoas tivessem a trajetória que meu pai teve.
Então, acho que é isso.
A educação me ensinou até isso, a sonhar.
A política é um lugar bem cruel para quem é idealista, para quem é sonhador, para quem se dói com as coisas erradas, para quem se revolta.
E eu sinto que nesses meus dois mandatos, mais de sete anos com mandato de deputada federal, foram muitas as tentativas do mundo de tirar meus sonhos, meu idealismo.
É quase como se fosse um pecado você ser assim.
E acho que um pouco do que eu venho tentando mostrar, só porque é o único jeito que eu sei ser, que eu sei existir, é que ser sonhadora, ser idealista, querer tantas coisas para o nosso país, não faz de mim menos inteligente, nem menos corajosa, nem menos cascuda, nem menos realista.
E acho que quando eu entrei na política, sou jovem, mulher, nasci pobre, não tenho sobrenome conhecido, então assim, incômodo generalizado, né?
O que está errado?
Como é que bota ela de volta onde ela saiu?
Acho que muita gente achou que ia me dobrar.
Porque eu tenho essa cara, eu tenho esse tom de voz, mas eu tenho esses sonhos.
E aí acho que é muito fácil olhar pra alguém que é idealista, que é sonhador e falar Ai, que fofinho, vamos dobrar no cacete, sabe?
Vamos, enfim, vamos quebrar essa pessoa, vamos mostrar o que é o mundo real.
E ó, eu conheço bem esse mundo real, acho que é isso que não entenderam.
Não cresci numa bolha.
Meus sonhos não vêm desse lugar de poliana, sabe?
Pouca coisa na minha vida foi cor de rosa.
Muita pouca coisa mesmo.
A vida se mostrou muito real pra mim muito cedo.
Acho que o que as pessoas não entendem é que sonhar foi uma forma de escapar disso tudo.
Não é porque eu não conheço a realidade, a dureza, a desigualdade que eu sou tão sonhadora.
É porque eu conheço.
E é porque quem vem de baixo e quem leva tanta porrada como eu levei até aqui, sabe?
E tanta rasteira... Se a gente não tem muita clareza, assim, do porquê que a gente vai levantar, porquê que a gente vai tentar, porquê que a gente não vai desistir, a gente não consegue, a gente se quebra, a gente fica no meio do caminho.
Então, acho que esse foi um erro de algumas pessoas, de olhar pra mim e falar, ah, bonitinha, menininha, deve não estar acostumada com o cacete que é a política.
E acho que eu virei e falei, vocês não entenderam nada.
Eu sou assim porque eu venho de um lugar muito mais duro, inclusive, do que esse.
Já levei muito mais porrada do que as que eu levo hoje.
E é bem difícil me quebrar.
Porque tem Deus, porque tem minha família, porque tem meus sonhos me motivando.
Então, quase que um... Como se diz?
Uma ode aos sonhadores.
A quem ainda consegue fazer poesia nessa vida.
Não é a ausência de realidade que faz a gente assim.
É por conhecer a realidade bem demais.
A tal ponto que a gente quer mudar ela.
E que o único caminho que a gente tem é mudar ela.
Então, se eu tenho sonhos pra política, só tenho.
É o que me traz aqui.
Por características pessoais, de personalidade.
Nunca fui uma pessoa a ser aparecida, assim.
Nunca fui de ficar fazendo selfie minha, que é uma coisa que político gosta, às vezes, né?
Ter rede social, ficar aparecendo, ficar fazendo discurso.
Não sou uma pessoa movida pelo poder, pela influência, pelo dinheiro.
E eu digo isso muito pelas escolhas profissionais que eu fiz antes da política.
Sou uma pessoa mais tímida, gosto ali do trabalho duro, que nem sempre tá aparecendo.
Mas eu entendi que é aqui que eu vou conseguir fazer as coisas.
Então, é só porque eu tenho muitos sonhos mesmo.
Muitos sonhos.
- A favor
Sobre: expandir acesso e qualidade da educação pública
para as meninas desse país, muitos sonhos para as crianças desse país, muitos sonhos para a educação desse país, muitos sonhos para esse Brasil.
Eu acho que a gente pode e merece muito mais e me revolta que isso não esteja acontecendo.
Eu sozinha vou mudar isso?
Não vou.
Mas eu não vou ficar em casa parada.
- A favor
Sobre: mobilizar a sociedade para promover mudanças políticas
E se possível, vou arrastar uma galera comigo, que é o que eu tenho feito.
Então, o que me move é ter sonho.
Enquanto eu... se tiver força e Deus me der força, enquanto eu aguentar a porrada, eu tô aqui, porque eu não vou parar de sonhar, que eu sou.
A pessoa que a gente vai ouvir agora é uma mulher que eu admiro muito.
- A favor
Sobre: atrair e filiar lideranças ao partido político
Ela sabe disso e muita gente sabe disso também, tanto que lá atrás eu fui a primeira pessoa a começar essa grande campanha pra trazer ela pro PSV.
E a convidá-la, de fato.
E essa pessoa é a Simone Tebet.
Eu concordo com muitos posicionamentos dela.
Tenho muito carinho, respeito, admiração pela trajetória dela, mas eu acho que o que mais gera essa identificação é a forma como ela se apresenta ao mundo.
Ser mulher na política não é fácil, não é brincadeira.
E acho que muitas mulheres vão vestindo essas roupagens e esses personagens pra aguentar o tranco, sabe?
Desconhecido
E eu sinto que ela é quem ela é.
É uma pessoa que é doce, mas que também sabe ser firme.
Alguém que, assim como eu, é nerd, é CDF mesmo.
Super preparada, se importa com estudar as coisas.
E eu acho que essa coisa genuína que ela traz para a política faz muita falta.
E saber que ela sonha grandes sonhos para o Brasil, sabe?
Que apesar de estar há muitos mais anos do que eu na política, e já vir também de uma família política, Para ela, a política ainda é um lugar de realizar sonhos coletivos.
E tanta gente se esqueceu disso, ou nunca pensou sobre isso, que eu acho que a gente precisa ouvir mais essa mulher.
Então, com vocês, Simone Tebet.
Querida ministra Simone Tebet, muito obrigada por aceitar nosso convite.
Para mim é uma honra estar conversando contigo.
Você sabe da minha admiração, de todo o meu respeito, do quanto que você me inspira, e você inspira muita gente no nosso Brasil, com toda certeza.
E antes da gente poder falar sobre sonho na política, se isso é possível, queria muito que as pessoas pudessem te conhecer mais.
Então antes de falar da senadora, da ministra, de alguém que foi já candidata à presidência da República, queria te ouvir sobre quem é Simone Tebet, o que você via na sua casa que... Enfim, fez você ser a pessoa que você é hoje.
Primeiro, obrigada, Tabata.
É uma honra poder trabalhar aqui, estar com você aqui nesse podcast, conversando com as pessoas.
É um tema que, para mim, é tão agradável quanto necessário.
Sem sonho, nós não temos esperança, nós não temos futuro.
E é muito bom falar da gente, porque as pessoas imaginam, enquanto brasileiros e brasileiras, eu sou filha do interior do interior do Brasil.
Então, eu sou aquela menina que nasceu numa época da minha adolescência das diretas já.
Eu demorei muito para entender por que minha casa, apesar de ser uma casa política, desde os meus cinco anos de idade, meu pai virou prefeito da minha cidade natal e nunca mais parou.
Então a minha infância foi muito silenciosa, mas ao mesmo tempo uma infância politizada.
Então eu, muito nova, minha mãe muito exigente, tem que estudar, tem que estudar, eu passei no vestibular com 16 anos no Rio de Janeiro.
Imagina, sair do interior de Mato Grosso do Sul e ir para o Rio de Janeiro, na época que não tinha internet.
Eu sou de uma geração em que na minha adolescência quase, não digo 50%, mas mais de 40% da população brasileira era considerada de baixa renda, entre miseráveis e classe realmente mais pobre.
Então eu vi toda essa evolução do Brasil.
E o meu sonho era ser advogada, como meu pai.
o destino me levou para a sala de aula, eu muito nova, meu pai falou, eu preciso de um substituto, de vez em quando eu não posso ir, você vai me substituir nas aulas, aos 22 anos eu estava nas universidades, e aí em seguida fui contratada pelas universidades, porque eu acho que é a minha verdadeira vocação, acredito eu, porque os alunos gostavam muito de mim, e dei aula 12 anos nas universidades, exatamente do quê?
De direito administrativo, como é que se administra uma cidade, foi aí, isso aí.
Que meu pai, que nunca me estimulou a entrar para a política, ele estimulava que eu fosse um ser político, militante, mas não de estar com o mandato, ele falou, olha, está todo mundo falando que você tem que ser candata.
E eu, por medo, por insegurança, eu era uma pessoa relativamente tímida, falava assim, não, isso não é para mim, esse bastidor eu gosto, o holofote eu não quero não.
Eu atrasei quatro anos até o momento que eu não consegui dizer não mais para o meu pai, falei, eu vou fazer um teste.
E o teste já tem vinte e tantos anos.
Eu ainda estou me testando, né?
E as urnas é que decidem o destino da gente, né, Tava?
Eu sempre brinco assim, se for da vontade de Deus e do povo, eu estou pronta.
E tenho certeza que o teste está dando muito certo e que seu pai tem muito orgulho.
Queria te ouvir nessa trajetória.
Eu acho que todos nós que olhamos para o mundo como ele é, que conseguimos ver essa desigualdade toda no Brasil, a gente é político.
independente de mandato, independente de partido, porque se posicionar, se incomodar, tentar fazer algo para mudar essa realidade, é política.
Mas eu acredito que a maior honra foi ter sido prefeita, porque também a maior responsabilidade.
- A favor
Sobre: promover programas de habitação social e entregar moradias populares
E o momento para mim que é mais caro, que toca meu coração, que me enche de alegria, que nos momentos difíceis, onde eu falo, quero parar, não está dando mais, a carga é muito pesada, ainda mais nesse mundo de rede social, sempre foi entregar a chave da casa própria para uma mulher cheia de filhos que não tinha onde morar e que tinha que fazer sempre a dura e triste escolha entre pagar o aluguel ou ter o dinheiro até o final do mês para colocar comida na mesa.
Então essa coisa do perene, é permanente, daqui ninguém me tira, se eu souber algum tipo de violência, eu toco o marido de casa, o companheiro de casa, porque os meus filhos não vão dormir debaixo da ponte.
Claro que tem muitos momentos maravilhosos, mas esse em especial toca muito o meu coração.
Sei bem o que ter uma casa própria significa para a gente.
- A favor
Sobre: regularizar moradia e conceder títulos de propriedade
Ainda estou na batalha para legalizar a casa da minha família, porque o poder público parece criar todo tipo de barreira para a gente não dar moradia digna para as pessoas, o título.
Mas imagina a sua felicidade de ver isso.
E aí, eu estou aqui já embaralhando todo o roteiro, mas queria... te ouvir, quando você entrou na política, qual era o sonho que te movia e qual era a visão que você carregava e o quanto que a experiência foi mudando ou aprimorando essa visão e os sonhos também.
Meu pai era um ser político e ele falava com muita empolgação, ele falava com as mãos, ele convencia muito com a verba, com a palavra.
Então, ver meu pai falar de sonhos, de igualdade, de realizar o sonho das pessoas, me fazia muito questionar.
toda sorte de miséria.
Eu comecei a minha educação numa escola pública.
E aí, um dia, meu pai me convidou... Eu devia ter sete anos de idade, alguma coisa assim, porque depois, com oito anos, ele já não era mais prefeito.
Então, eu tinha entre seis e sete anos para ir num bairro muito distante.
E estava muito escuro, a gente foi de carro, parece que não chegava nunca.
E eu cheguei nesse bairro, no bairro Guanabara, na minha cidade, e ali estava tudo muito em volta de um poste de madeira, em torno, numa escuridão.
e eu não estava entendendo nada, e fez uma contagem regressiva e da escuridão se fez a luz.
E ali tinham duas, três crianças, além das outras crianças e todo mundo brincando, que eu reconheci que eram da minha escola.
Escola Afonso Pena.
Era muito distante, inclusive.
E ali me deu aquele start.
Enquanto eu tinha geladeira dentro da minha casa, energia elétrica, eu tinha crianças da minha escola que ainda estudavam a luz de vela ou não tinham energia dentro de casa.
E eu sempre fui muito estimulada pela minha mãe, que é católica, muito cristã, por essa coisa da desigualdade.
Então, o que me move é... A injustiça me incomoda muito.
Toda sorte de injustiça.
por isso.
Qualquer tipo de injustiça.
A injustiça de uma agressão verbal de alguém que fala de outro.
A injustiça de eu ter tanto e tantas pessoas terem tão pouco.
E eu não estou falando de igualdade absoluta.
Isso não existe.
Isso é utopia.
Oxalá fosse possível.
- A favor
Sobre: reduzir a desigualdade social e garantir políticas de proteção social
Mas eu estou falando dos sonhos de um país menos desigual, onde pelo menos tudo tem o básico.
Então é isso que me move.
É garantir dignidade para as pessoas.
Eu acho que é muito fácil você falar que é cristã.
que você é evangélica, que você é católica, ou que você tem alguma religião.
Você vai, ajoelha, pede a Deus, ora, né?
Aí você sai da igreja... E faz tudo o contrário do que você prega.
E eu fico questionando isso, né?
No trato, na forma de agir.
- A favor
Sobre: reduzir a desigualdade social
Então, acho que o que me move é combater as injustiças e diminuir a desigualdade social.
E o meu sonho, né?
E aí você fala, e no meio do caminho?
No meio do caminho vem todas as frustrações, Tabata.
- A favor
Sobre: combater a corrupção
A frustração de ver uma classe política perdida, a frustração de ver que os bem-intencionados, né?
primeiro, os maus intencionados desmoralizando a política, a boa política, afastando o jovem da política, os bons tendo dificuldade em ascender, porque é muito difícil, tem um ditado que diz, eu uso muito, que a verdade, a mentira sobe de elevador, mas a verdade sobe de escada.
Então, você, através de narrativas... É, então você desconstrói, você desestimula, então você tem sempre uma classe política que não atende os interesses.
- A favor
Sobre: combater a corrupção
Então assim, você falou da burocracia da casa da sua mãe, então a burocracia me incomoda, a indiferença de parte da classe política, toda sorte de corrupção me incomoda, que é um dinheiro que falta lá no posto de saúde.
Esse tipo de injustiça me incomoda muito e é o que me move apesar de todas as dificuldades.
Eu vou passar a usar essa frase.
A gente gravou... um episódio aqui no podcast sobre redes sociais.
E eu pude conversar com um adolescente e uma adolescente.
E ficou muito claro o quanto é mais complexo ser adolescente hoje, o quanto é complexo focar, estudar, se manter motivado, não se perder, não se guiar pelas pressões.
E eles dizendo que a impressão que dá é que a classe política, em sua maioria, não tem a menor ideia dos desafios que os jovens estão passando.
E também não quer ouvir.
E também não quer tentar solucionar.
Então, acho que ter essa relação de estou aqui para te ouvir, estamos aqui para fazer junto, ela é fundamental.
E aí, nessa linha, você mencionou aqui hoje já duas vezes esse mundo da internet, das redes sociais.
- Neutro
Sobre: reduzir a polarização nas redes sociais
E não é toda culpa, mas na minha leitura e de quem estuda muito o assunto, a internet... explica grande parte da divisão que a gente está vendo, da polarização, e também do quanto que, quando você incentiva o ódio, a raiva, a divisão, a mentira, parece que você ganha mais na política.
Você vai mais longe, você tem mais like, você viraliza, você tem mais voto.
- A favor
Sobre: promover o diálogo e a mediação na política
E você, vou usar aqui uma frase do nosso querido vice-presidente, Geraldo Alckmin, que fala que precisa ter muita coragem.
para você não apostar na divisão.
Precisa ter muita coragem para você defender a verdade.
Tem que ter muita coragem para você ser ponderado e ter um papel de mediação, de falar, olha, vamos encontrar uma solução.
Vamos ver aqui o que é possível.
E você entenda essa coragem de forma consistente.
Foi assim na CPI da Covid, foi assim na sua campanha Presidência da República, de eu não vou fazer qualquer palhaçada aqui, eu não vou deixar de ser quem eu sou.
porque isso pode me trazer votos.
Então eu queria te ouvir, nesse tempo de medo de tanto radicalismo que a gente está vendo, como se manter íntegro e como seguir apostando nesses valores.
e se você acha que ainda tem espaço para esse jeito de fazer política.
É preciso persistir com coragem e com caráter.
Acho que é... Ter coragem e ter caráter.
A história mostra que não há mal que perdure a vida inteira.
A história é um ciclo, você sai de um extremo, depois vai para o centro.
- Neutro
Sobre: reduzir a polarização política
As pesquisas hoje mostram, quando estou dizendo pesquisa, não é numérica de quem vai se eleger presidente da república.
Quando faz uma pesquisa com os grupos na qualitativa, quem é esse brasileiro que vota hoje, o número de... pessoas já cansadas dessa polarização, desse discurso de ódio, de fake news, de narrativas que não somam, já passa de 50%, ainda que não seja isso que defina uma candidatura de centro, não é disso que nós estamos falando, nós estamos falando do cansaço com esse discurso de ódio, e porque eu acredito no Brasil, eu acredito no povo brasileiro.
O povo brasileiro é um povo temente a Deus, é um povo que acredita na palavra da Bíblia ou daquele Deus que ele acredita, que sabe que quem tem fé tem no coração a solidariedade e o amor.
- Neutro
Sobre: mitigar os impactos da automação sobre o emprego e a desigualdade
Que temporariamente nós estamos num surto, saímos de uma pandemia, o mundo está assim, nós estamos tendo que... ...desafios de inteligência artificial que pode tirar o emprego, de uma desigualdade social absurda, de uma classe média achatada, que tem que pagar muito imposto e que acha que não é justo com ela que está empobrecendo.
Então a gente tem que entender que essas angústias da população levam a população a buscar... Eu falo que é uma fuga.
- A favor
Sobre: adaptar práticas políticas às redes sociais e à inteligência artificial
Hoje a rede social que monetiza esse lado ruim, a gente tem que se adaptar aos novos tempos das redes sociais, da inteligência artificial e desse meio louco que a gente está vivendo.
Mas eu já vivi o tempo suficiente, a história mostra que tudo é um ciclo que isso vai passar.
Agora, para passar mais rápido, é preciso alguém que tenha coragem para falar, não é por aí.
Eu sou só uma formiguinha no meio desse processo.
E tudo bem não ser compreendida.
De novo, a coragem... É para isso.
Tudo bem ter lá haters, pessoas que vão te odiar por isso, pessoas que têm o seu lado e que pode ser que eu seja minoria nesse momento, mas eu tenho convicção que eu serei maioria muito em breve.
- A favor
Sobre: reconstruir a política brasileira com base no diálogo e no consenso
A gente tem que se somar num batalhão, uma frente ampla aí, para poder reconstruir a política brasileira, em base no consenso, no diálogo, na divergência, com racionalidade, com equilíbrio e com educação acima de tudo.
Bora falar de como que a gente faz para... Para reconstruir esse Brasil, eu acho que a primeira coisa é... Eu concordo com tudo que você trouxe.
A gente está vivendo esse momento de insanidade coletiva, guerra de torcida, em que o que motiva o ódio, o que motiva o posicionamento, o que motiva o voto, muitas vezes é a negação do outro, é o ódio ao outro, e não um desejo de construir um país melhor.
Um desejo genuíno de resolver nossos problemas.
Então, como que a gente... sai dessa insanidade coletiva e fala, não, vamos voltar a nos unir para a gente poder trabalhar em prol de algo positivo.
Isso é possível?
E como que a gente faz isso?
- A favor
Sobre: reconectar a classe política com a população
Bom, primeiro é preciso que a classe política, as pessoas de bem na política, se reconectem com a rua.
Porque hoje a gente faz política só pelas redes sociais.
E as redes sociais, elas representam uma parcela da só do eleitorado.
E que muitas vezes é uma parcela, como nós falamos, raivosa, angustiada, que utiliza como válvula de escape, para não dizer outra coisa, e dá descarga e desopilar todas as suas frustrações.
A maior parte da população brasileira acorda de madrugada, pega... transporte coletivo, gasta duas horas para ir, duas horas para voltar, para batalhar, para ganhar uma miséria, sei lá, de um salário mínimo e meio, e sustentar a sua família, e não tem tanto tempo para as redes sociais.
Então, Milton Nascimento tem uma música, desde a época das diretas já, a gente tem que ir onde o povo está, então voltar para a praça pública, isso é fundamental.
- A favor
Sobre: priorizar ouvir os cidadãos na formulação de políticas
Segundo, ouvir mais do que falar.
não é de cima para baixo.
E aí a gente tem que fazer o meia-culpa do campo mais progressista, daquele centro, centro-esquerda e mesmo da esquerda.
Não tem que vir com lição de moral, vir como tem que ser assim.
Entender que o mundo mudou, as relações humanas mudaram, o Brasil mudou, a relação trabalhista mudou, então tudo mudou.
- A favor
Sobre: acabar com a escala 6x1 sem redução salarial
Da mesma forma que a gente defende o fim da escala 6x1 sem redução de salário, Tabata, a gente tem que entender que tem um trabalhador autônomo que está aí que não quer nada disso.
Ele não quer carteira de trabalho?
E eu não tenho que tomar satisfação.
Eu tenho que entender, assim, por quê?
Ele vai dizer para você, é porque a vida inteira eu não tive, Tabata.
Eu não tive, Simone, a vida inteira.
Eu tinha um ano de carteira e quando eu tinha crise econômica, eu ia para a informalidade.
Eu tinha um ano de carteira e três de informalidade.
E da informalidade, eu tinha patrão.
Eu tinha hora, eu não era dona do meu nariz.
Então, informalidade por informalidade, eu prefiro ser autônomo.
Então, é saber entender isso.
E quando a gente entende, e aí a gente se reconecta com a classe política, a classe política se reconecta com o povo, a gente volta a ter... a ser o centro do debate.
A gente deixa de ter aqueles da extrema direita que só falam o que o povo quer, sem nenhum tipo de filtro, e falando um monte de abobrinha para não dizer outra coisa, para não fazer aqui nenhum tipo de comentário mais grosseiro, e conquistando, às vezes, a mente e coração desse eleitor que está frustrado, que quer ser ouvido, que não está conectado com a classe política.
Então, acho que isso é primordial.
A forma, quer dizer, o jeito de fazer política tem que mudar.
E a gente não pode esconder que a culpa é nossa.
A gente tem que fazer esse meia-culpa, não só na forma, mas no conteúdo.
E você é uma grande... Eu sei porque você defende essa bandeira.
É quando eles olham, que eles ralaram... o mês inteiro e que não sobrou, ele fica esperando a última semana, pelo amor de Deus, o calendário tem que passar rápido, passar rápido, porque ele não tem mais um tostão furado, como eu dizia, no bolso, e precisa passar os cinco dias para poder receber o salário.
- A favor
Sobre: combater o crime organizado e aumentar a segurança pública
Aí ele liga a televisão, ou vê pela rede social, ou pelo WhatsApp, os esquemas de corrupção, as crises bilionárias, envolvendo não só a classe política, mas parte da sociedade civil, grupo organizado, segurança pública, vez eles mais inseguros.
O crime organizado que saiu das grandes cidades e também hoje estão nas médias das cidades pequenas, com total insegurança, ele vai buscar um messias, ele vai buscar um salvador da pátria.
E aí temos que vir nós para falar, olha, não é nem 8 nem 80, o caminho é do centro, ainda que você tenha uma posição mais de esquerda ou mais de direita, mas o caminho é do diálogo do centro, de olhar para frente e não para os lados.
Enfim, eu sei que é difícil, é inglória, mas eu já percebo uma mudança comportamental do eleitorado brasileiro.
Ele está ficando farto, porque ele está vendo que esse discurso de ódio não põe comida na mesa dele.
O ódio não resolve o problema da insegurança do filho dele que sai de madrugada para ir para a balada, para festejar, como toda juventude tem que fazer, porque é natural, mas a mãe que está lá esperando sabe que esse discurso de ódio não vai dar segurança para o seu filho voltar com vida para casa e daí por diante.
- A favor
Sobre: eleger representantes comprometidos com as pautas dos eleitores
Então escolha um representante que defenda a sua pauta.
Se a sua pauta é uma melhoria da educação pública do meu filho ou de saúde, eu quero mais segurança.
Então busquem... não deixem de votar.
bem, não é só para o presidente da República, é especialmente para quem faz as leis no Brasil, que é o Congresso Nacional.
Então, escolher pessoas da figura de tábata, de tantas mulheres e homens de bem, jovens ou não, que fazem, que são bem-intencionados na vida pública.
E se Deus quiser, a gente vai ter você lá no Senado.
- Neutro
Sobre: fortalecer o papel do Congresso Nacional
Eu tenho dito muito isso, hoje o Congresso é mais importante do que o presidente da República.
Um Congresso ruim acaba com o país, e um Congresso bom... Segura até um presidente ruim, se for o caso.
Então, super importante.
Talvez, nossa pergunta mais importante, que eu estava mais ansiosa para lhe ouvir.
Qual é o seu sonho para o Brasil?
E como que a gente chega lá, obviamente, mas o que você sonha para o nosso país, para a nossa gente, para o nosso futuro?
O meu sonho mesmo, que é o sonho de toda mãe, é, na realidade, ainda uma utopia hoje.
- A favor
Sobre: erradicar a fome infantil
É que nem uma criança durma com fome no Brasil.
Eu tenho duas Marias dentro de casa e elas nunca passaram fome.
Então, assim, esse amor de mãe... eu estendo a todas as crianças do Brasil, assim, eu não consigo, é uma indignação que eu tenho, mas assim, eu encerro lembrando, eu falei disso, eu lembrei de Eduardo Galeano, uma pena que eu não lembrei antes, eu traria aqui o texto, porque assim, há uma diferença de utopia e sonho, porque assim, ele estava dando uma palestra, eu não sei, numa universidade, perguntaram para ele, e aí perguntando o que era sonho, ele falou, que é o sonho, o sonho está lá no horizonte, ele está lá.
A cada dois passos que eu dou, ele se afasta dois passos.
Se eu dou dez passos, ele se distancia dois passos.
Aí um jovem pergunta para ele, então, para que serve a utopia?
E ele fala, serve exatamente para isso, para a gente caminhar.
- A favor
Sobre: reduzir a pobreza e tirar famílias do mapa da fome
Que eu acho que é isso, no meio do caminho, a gente realiza aquela utopia, no meu caso, de toda criança dormir com barriguinha cheia.
Mas quantas crianças vão sair da miséria, o pai sair do mapa da fome, e a gente dar dignidade para quantas famílias.
Então é isso.
Muito obrigada, foi um prazer conversar contigo e espero do fundo do coração que a gente saia um pouquinho melhor da eleição desse ano.
Desconhecido
Vamos trabalhar para isso.
Coletividade enquanto país.
Desconhecido
Vamos trabalhar para isso, tá?
Desconhecido
Muito obrigada pelo convite.
Uma das coisas que a Simone disse na entrevista que eu achei mais bonita, talvez, foi ela trazendo a sensação mesmo de estar realizando esse sonho coletivo quando ela... como prefeita, entregava a chave de uma moradia para uma mãe de família.
E, bem, eu cresci em uma ocupação, então para mim é muito concreto o que essa família sente ao receber essa chave, mas eu também consigo me identificar muito com isso que ela trouxe.
Não fui prefeita ainda, espero ser um dia, mas eu brinco que no Congresso eu vou no limite do que dá para fazer enquanto deputada, que é concreto.
- A favor
Sobre: fornecer absorventes nas escolas públicas
Que no meu caso é chegar numa escola e ver o pacote de absorvente no banheiro.
Chegar numa escola também e conhecer o jovem que tá recebendo o pé de meia e vem me contar o que ele tá fazendo com aquele recurso.
Ou sonhos que ele tá planejando com aquela poupança.
E é claro que eu tenho vários projetos que não são tão palpáveis quanto esses.
E são super importantes também.
Mas esses que quase dá pra você tocar, eles são maravilhosos.
Porque... eles mostram que vale a pena, eu acho que é isso, que vale a pena sonhar, que vale a pena acreditar.
E é isso que eu falo que faz falta na política, sabe?
Pelo menos na minha opinião, um político não deveria se satisfazer com o seu poder, ou com as suas realizações pessoais, porque aí eu acho que tem que ir para outro ramo, não é a política, mas isso de você se realizar tanto.
E um passo a mais, uma oportunidade a mais, um direito a mais que uma pessoa consegue obter porque você estava lá trabalhando, isso é muito massa.
- A favor
Sobre: aumentar a participação de mulheres na política
E eu acho que traduz muito também o porquê da gente ter mais mulheres na política.
Porque homens, a gente tem que estar junto nessa.
Mas da mesma forma que só vocês sabem como alguns homens se sentem, tem situações que só a gente sabe.
E uma mãe de família... que se vê completamente sozinha no mundo.
Quando ela recebe a casa dela, acabou.
Ela está segura em vários sentidos e ela começa a se permitir a sonhar muito mais para ela e para os seus filhos.
Gente, agora eu vou trazer um convidado que para mim é um dos caras mais extraordinários da política brasileira.
E não só porque ele é muito querido pelas pessoas e porque ele já fez muitas realizações.
que de fato mudou a vida de muitas pessoas e abriu horizontes para muita gente, mas porque ele tem valores que eu tenho alegria, oportunidade de conhecer e que realmente me fazem acreditar nessa boa política, nessa política que faz acontecer, sabe?
Que é honesta, que reúne gente trabalhadora, que está ali pelas razões corretas.
E é claro que eu poderia ficar aqui 10 horas elogiando.
O João, meu marido.
Mas eu não preciso fazer isso.
Porque acho que vocês querem mesmo eu ouvir como foi essa conversa com ele.
E aí só uma reflexão.
Antes do João ser meu namorado e meu marido, ele foi meu amigo.
E apesar da gente ter trajetórias muito diferentes, acho que a gente se conectou tanto no trabalho mesmo e na amizade.
Pelos valores.
E eu acho que a gente está num momento que não se fala tanto de valores.
Mas eu e o João talvez não pudéssemos ter trajetórias mais opostas.
Sou filha de um diarista e um cobrador de ônibus.
O João é bisneto e filho de ex-governadores de Pernambuco.
Então são origens sociais, origens políticas muito diferentes.
Mas assim que a gente se conheceu... eu me vi lutando ao lado dele em muitas causas.
- A favor
Sobre: fortalecer a educação pública
A causa da educação pública, a causa do ensino técnico, que é uma causa que a gente compartilha, a causa também da transformação digital, a causa das mulheres, a causa do cuidado.
E é muito legal, assim, quando você tem um amigo e você fala, cara, que massa, você me entende.
A gente se revolta com as mesmas coisas erradas.
A gente quer promover as mesmas mudanças no mundo.
Então, eu acho que é muito natural que para além, enfim, da nossa relação pessoal e desse amor que surgiu na amizade e no trabalho conjunto, a gente também trabalhe juntos, um ao lado do outro, no partido hoje, porque realmente é uma... A gente nem concorda em todas as posições, mas a gente concorda nos valores.
E eu acho que isso é o mais importante.
Bora dar uma olhada em como foi essa conversa.
Oi, João.
Obrigada por aceitar meu convite.
É um prazer estar falando com você.
E vou tentar não pegar mais leve com você, viu?
Mas vai ser uma conversa massa.
Obrigadão.
Desconhecido
Tá certo.
Desconhecido
Massa.
Desconhecido
Feliz demais de poder participar aqui desse podcast e com você ainda mais especial.
Vamos pra cima.
João, queria te fazer uma pergunta que eu faço pra todo mundo que vem pra cá.
que é para você se apresentar.
E aí acho que as pessoas conhecem mais do João.
Ex-prefeito, pré-candidato a governador, presidente de partido.
Mas queria que você falasse um pouquinho de quem é o João fora da política.
Então, nas pouquíssimas horas em que você não está trabalhando e não está dormindo, o que é que você gosta de fazer?
Quem é você no mundo?
Desconhecido
Vamos lá.
Desconhecido
Eu sou um recifense pernambucano de 32 anos de idade.
Desconhecido
Nasci de 26 de novembro de 1993.
Desconhecido
Sou engenheiro civil de formação, fui eleito deputado federal, prefeito mais jovem da história das capitais, depois reeleito com a maior votação da história do Recife, recém-casado
Desconhecido
com
Desconhecido
você, com o Tabata, e gosto muito de política, então nasci em um ambiente
Desconhecido
muito
Desconhecido
presente na política, quando eu nasci meu pai já era deputado, enfim, o meu convívio com a política é desde que eu nasci.
Desconhecido
E eu gosto muito de trabalhar.
Desconhecido
Então, de fato, eu tenho tido pouco tempo livre.
Desconhecido
Mas muito do que eu faço é de cuidar das pessoas.
Desconhecido
É dedicar meu tempo a fazer política, a ouvir, a pensar como resolver problemas.
Verdade.
Uma coisa, talvez, tem esse problema, né?
Que eu fico querendo responder para você.
Mas que eu acho que é legal falar da sua paixão por cavalgar, por cavalos.
É uma coisa que eu aprendi com você.
Desconhecido
É, eu aprendi com meu avô, né?
Desconhecido
Meu avô tinha um síntio.
Desconhecido
aqui perto de Recife, e ele me ensinou basicamente a andar de cavalo, então eu sempre gostei de andar de cavalo, sempre gostei de ir para a natureza, ir para o sítio dele, poder andar com amigos também que andam de cavalo.
Desconhecido
Confesso que praticamente não tenho feito isso, mas é uma coisa que sempre me dá uma paz muito grande.
Desconhecido
Eu acho que a última vez que eu andei de cavalo foi na Cavalgada Pedra do Rei, em São José do Belmonte, que você estava inclusive.
Desconhecido
Quase 30 quilômetros a cavalo para subir a Serra do Catalei na Pedra do Reino.
Desconhecido
E eu acho que é um momento muito especial.
Desconhecido
Você termina se conectando com a natureza e se conectando com algo diferente.
Desconhecido
E traz, pelo menos para mim, uma paz de espírito muito grande.
Desconhecido
Então faz bem, sabe?
Desconhecido
É uma sensação de você estar fazendo algo leve que você gosta.
Perfeito.
Se você tivesse que falar em poucas palavras, como era o João criança?
E aí também já trazendo uma outra pergunta, se lá atrás você conseguia, se você se via nesse lugar da política ou se não, você queria uma coisa completamente diferente?
Desconhecido
Desde eu criança era alguém que gostava muito de esportes, eu gostava de coisas inventivas, então eu, por exemplo, talvez o brinquedo que eu mais gostava era uma caixa de ferramentas, então de montar coisa, de montar... com uma certa engenhosidade, tanto é que eu sempre quis fazer engenharia.
Desconhecido
Eu com sete anos de idade, eu dizia, eu quero ser engenheiro, eu quero ser engenheiro.
Desconhecido
Eu não sabia nem o que era propriamente a engenharia, mas eu sabia que eu queria trabalhar, estudar naquela área.
Desconhecido
Era alguém que gostava muito da natureza.
Desconhecido
O melhor lugar do mundo para mim era esse sítio do meu avô.
Desconhecido
E o melhor dia da semana era o sábado, quando eu ia com ele para lá.
Desconhecido
Não pensava em entrar na política.
Desconhecido
No início eu nem entendia direito o que era, né?
Desconhecido
Era o trabalho do meu pai, eu não sabia bem o que era.
Desconhecido
E você, quando vai crescendo, você vai tendo mais noção e vai aprendendo mais.
Desconhecido
Mas eu não achava que eu levaria jeito pra ser da política.
Desconhecido
Eu achava, inclusive, que eu não acertaria.
Desconhecido
dar uma entrevista, seria uma das coisas que eu não conseguiria fazer.
Desconhecido
E pra mim hoje é uma coisa super natural, assim.
Desconhecido
Mas eu achava que eu não seria capaz de dar uma entrevista ou de fazer um discurso.
Desconhecido
Era uma das coisas que eu pensava, como é que eu vou entrar na política se eu não vou saber dar uma entrevista ou não vou saber fazer um discurso?
Desconhecido
E aí depois eu vi que até levava jeito para isso.
Com certeza.
E você sabe dessa história, mas me lembrou que minha mãe já foi chamada na escola quando eu era bem novinha, a gente contei isso, porque os professores estavam preocupados com a minha timidez e eles achavam que eu nunca ia conseguir falar em público.
Então... Enfim, acho engraçado.
assim, duas pessoas mais dezatas, mais nerds, e depois são obrigadas a estar falando pelos cotovelos.
- Neutro
Sobre: aumentar a confiança dos jovens na política
João, falando agora sobre esse nosso Brasil velho de guerra, tem muita gente que olha para a sua atuação política, que olha para a minha atuação política e tem esperança.
E eu sempre tomo cuidado de não me envaidecer com isso.
E de entender que, em parte, as pessoas estão olhando tanto para a gente.
- Neutro
Sobre: incentivar participação política de jovens
Porque, de forma geral, tem pouco jovem querendo entrar para a política, querendo, enfim, acreditando que a política pode ser um lugar de transformação.
- A favor
Sobre: promover política de diálogo e moderação
E dos que entram, são raros os que não caem no canto da sereia do extremismo, né?
Porque ser extremista dá like, viraliza, mas não muda a vida de ninguém.
Então, acho que as pessoas olham tanto para a gente, primeiro porque a gente, muito jovem, decidiu entrar para essa vida pública.
- A favor
Sobre: promover política de diálogo e moderação
E segundo, porque a gente faz de um jeito diferente do que está sendo feito pelos outros jovens, que é o de apostar na construção, no caminho do meio.
- A favor
Sobre: incentivar participação política de jovens
Mas eu queria, nessa linha, dar um passo atrás, porque eu acho que é um pouco da minha missão e da sua, trazer outros jovens.
Não achar que a resposta é a gente.
Não, a resposta, a gente pode ajudar a liderar essa resposta, mas tem que passar por uma geração inteira.
E aí eu queria te ouvir.
Por que você acha que tantos jovens deixaram de acreditar no Brasil?
e deixaram de acreditar na política.
O que você tem a dizer para esses jovens?
Desconhecido
Veja, num primeiro momento, eu não gostaria de tirar a razão deles.
Desconhecido
Mas, num segundo momento, a gente precisa entender que a diferença do antídoto para o veneno é o tamanho da dose.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política construtiva
Então, o remédio para você melhorar isso, a forma... Não é você ir para a antipolítica, não é você ir para a desconstrução, também não é você ir para a lacração, não é ir para uma solução fácil.
Desconhecido
Você grava um vídeo ali de um minuto no YouTube e diz, não, o Brasil vai ser resolvido desse jeito, desse jeito está tudo resolvido.
Desconhecido
Não é assim, é um pouco mais complexo.
Desconhecido
Então, a gente não vai tirar a razão das pessoas.
Desconhecido
de estarem descrentes, até porque uma parte da política contribuiu muito para que as pessoas ficassem descrentes e desacreditadas.
Desconhecido
Mas a gente não pode topar aquele problema que muitas vezes acontece.
Desconhecido
isso, num ambiente radicalizado.
Desconhecido
Imagina que o país é uma casa e os problemas da política e do Brasil é como se fosse uma infestação de bichos, de ratos na casa.
Desconhecido
E aí.
- A favor
Desconhecido
Sobre: promover política de diálogo e moderação
a solução que você dá para acabar com os ratos é tocar o fogo na casa, queimar a casa inteira.
Desconhecido
Aí você queimou o país.
Desconhecido
Então, cuidado com essas soluções, que são falsas soluções, que seriam equivalentes a botar fogo na casa para acabar com os bichos.
Desconhecido
Você queima a casa.
Desconhecido
Então, é importante dizer à juventude isso, dizer assim, olha... Vamos ter calma, vamos olhar com calma e pensar da forma certa como vencer esses problemas e superar esses desafios.
- A favor
Desconhecido
Sobre: promover política de diálogo e moderação
E dificilmente uma solução radicalizada vai resolver.
Desconhecido
Agora, tem que ser um caminho que tenha propósito.
Desconhecido
Você sabe onde vai chegar, você sabe o que vai fazer, como fazer.
Desconhecido
Você não vai abrir mão daquele caminho essencial.
Desconhecido
Você tem que ter muito propósito.
Desconhecido
de fazer.
- A favor
Desconhecido
Sobre: formular e implementar propostas políticas concretas
Você não pode ser uma pessoa fraca de proposta, mas a intransigência não é um caminho.
Desconhecido
Então, a gente entende vocês de estarem chateados, tristes, decepcionados com a política, mas o caminho não é você negar a política, destruir a política ou fazer a política da pior forma, não.
- A favor
Desconhecido
Sobre: formular e implementar propostas políticas concretas
Vamos botar no trilho e fazer de uma forma que entregue resultado e que tenha proposta.
Votaria em você, voto em você, mas vamos falar para esses jovens aqui.
que talvez estejam ouvindo e falam, não, poxa, gosto da visão da Tabata, gosto da visão do João, acho que tem jeito, mas não é para mim.
Tipo, o que eles estão falando aí são outras pessoas que vão ajudar eles, política não é para mim.
O que a gente fala para essas pessoas?
Desconhecido
Eu achava que eu não ia conseguir dar entrevista, nem fazer discurso, e fui lá e consegui.
Desconhecido
E acho que faço bem feito.
Desconhecido
Com certeza.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política cidadã
É dizer assim, todo mundo pode contribuir de alguma forma.
Desconhecido
Todo mundo pode contribuir de alguma forma.
Desconhecido
Procure pensar no outro sempre, pensar no outro.
Desconhecido
Ter senso de coletividade é muito importante na política.
Desconhecido
Então, qualquer senso individualista atrapalha na construção de uma sociedade.
Desconhecido
E cada um pode contribuir de alguma forma.
Desconhecido
Assim, tem um cara que vai vestir a camisa em tempo de Copa do Mundo, tem um cara que vai vestir a camisa 10 e vai estar na frente, tem um cara que vai estar no meio do campo, tem um lateral, tem o goleiro, mas para isso
Desconhecido
tem
Desconhecido
um técnico, tem um preparador físico, tem um preparador de goleiro, tem um cara que hoje usa Big Data para... Poder definir qual é o melhor momento de fazer a substituição.
Desconhecido
Tem o cara que está cuidando da preparação da comida para as pessoas.
Desconhecido
Tem o cara que vai transportar, que vai dirigir o caminhão ou ambos para levar as pessoas para lá.
Desconhecido
Todo mundo está contribuindo para que uma seleção vença uma Copa do Mundo.
Desconhecido
Da sua forma.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política cidadã
A sensação que dá é que, quando você fala assim, quer ajudar na política, é como se... Se você estivesse convocando todo mundo para ser o camisa 10, o capitão do time, o artilheiro que vai levantar a taça.
Desconhecido
Não.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política cidadã
Quando a gente está convocando para a política, não é para todo mundo disputar a eleição por um cargo executivo.
Desconhecido
É para que a gente construa um senso de coletividade, distribua as tarefas, para que cada um dê a sua contribuição e faça da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país, um local mais justo e um local melhor.
Desconhecido
E por mais que você desgoste da política.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política cidadã
Se você não faz parte dela ou ajuda a decidir em torno dela, alguém vai estar fazendo isso por você.
- A favor
Desconhecido
Sobre: incentivar participação política cidadã
Então, se mobilize na política, faça parte, questione, critique, seja respeitoso na política e busque dar alguma contribuição.
Desconhecido
Para finalizar, vou puxar a sardinha aqui para o meu lado.
Desconhecido
Eu aprendo muito com você, todos os dias.
Desconhecido
Daí, queria te perguntar o que você aprendeu comigo.
Desconhecido
se tem alguma coisa na sua forma de enxergar o Brasil, a política, que você acha que mudou um pouquinho nesses quase sete anos que a gente está junto.
Desconhecido
Eu acho que o seu jeito persistente, no sentido de sonhar e acreditar, é muito forte.
Desconhecido
Então, várias vezes eu já vi algumas coisas que eu disse, meu Deus, esquece isso, não tem chance nenhuma, é você ir lá e conseguir.
Desconhecido
a sua forma de sonhar e de persistir é muito a sua cara.
Desconhecido
Então, esse recado que eu dei no final, eu acho que ele tem muito o seu jeito de acreditar, querer o melhor e não desistir.
Desconhecido
Então, isso é... E na maioria das vezes, as pessoas que chegam muito longe, que voam muito alto, como é o seu caso, e que ensinam muito, é isso.
Desconhecido
As pessoas sonham, as pessoas não desistem.
Desconhecido
Não desistem.
Desconhecido
Porque quem desiste vai ficando pelo caminho.
Desconhecido
E eu acho que você me ensina muito isso daí, todos os dias, de ter bons propósitos e de ter a energia de não desistir.
Desconhecido
Isso, de fato, acho que você dá uma verdadeira aula, a própria sua vida, né?
Desconhecido
Se alguém que nasceu onde você nasceu, na renda que você nasceu, no sentido da renda familiar, da escolaridade, então se você fosse olhar do ponto de vista estatístico, seria muito difícil você estar onde está.
Desconhecido
você chegar onde chegou e ainda vai chegar muito mais longe.
Desconhecido
Então, isso é um exemplo de sonho e de persistência.
Desconhecido
Então, eu não tenho nenhuma dúvida que você me inspira todos os dias com isso.
Que bom, feliz.
E só, enfim, não dei exemplos, mas acho que uma coisa que vem mudando na minha relação com a política, pela convivência com você, é saber fazer as coisas com muita alegria e muita felicidade.
Mesmo quando as coisas estão muito difíceis.
Eu senti muito, especialmente no começo da minha trajetória, o baque dos ataques, das ameaças de morte, dos BOs, enfim, as dificuldades, os xingamentos.
E acho que demorou bastante para eu conseguir reduzir isso ao tamanho que tem, que é pequeno, e ser muito realizada no dia a dia.
E estar numa agenda de rua... E entender como maravilhoso é estar ali ouvindo as pessoas, conversando com as pessoas, conseguir aprovar um projeto, conseguir moldar a trajetória de uma família.
E isso eu devo muito a você.
A gente vai trabalhar 12, 18 horas por dia.
A gente vai trabalhar de domingo a domingo.
Vão nos xingar, vão nos atacar.
É sempre melhor fazer isso com um sorriso no rosto e de coração aberto do que com a cara fechada.
Então, isso eu acho muito bom.
Para quem quer acreditar no Brasil, para quem não desistiu e não vai desistir.
Que palavra, que frase que você deixa?
Desconhecido
Acredite e sonhe.
Desconhecido
O sonho é a essência da coisa.
Desconhecido
A gente precisa sonhar.
Desconhecido
Vamos sonhar com um Brasil melhor e não vamos desistir nessa caminhada.
Desconhecido
Sempre haverá desafios, sempre.
Desconhecido
Nunca uma estrada vai ser apenas uma reta sem inclinação.
Desconhecido
Ela vai ter curvas, vai ter subidas e descidas.
Desconhecido
E o que vai fazer a diferença é aqueles que não desistem no caminho.
Desconhecido
e que persistem na caminhada e que sonham durante esta caminhada.
Desconhecido
Então, sonhem muito e não desistam nunca.
Desconhecido
João, acho que é isso.
Desconhecido
Quer deixar algum recado final?
- A favor
Desconhecido
Sobre: promover uma política mais inclusiva
Não, só agradecer e lhe parabenizar pela iniciativa e que a gente tenha mais gente sonhando e trabalhando para ter uma política melhor, mais inclusiva.
Desconhecido
E agradecer por você não só me inspirar, mas inspirar tanta gente, Brasil afora.
Desconhecido
E é isso, vamos em frente.
Desconhecido
E o bom de falar de futuro é porque é lá onde todo mundo quer viver, inclusive a gente.
Desconhecido
Então vamos embora, construir esse futuro.
Desconhecido
Combinado.
Gente, essa foi uma das entrevistas mais difíceis de fazer, porque eu estava morrendo de vergonha.
Quem me conhece sabe que eu estou toda bravona, super corajosa, para brigar com os marmanjos, para lutar pelos projetos.
Mas fala de vida pessoal, eu fico toda vermelha.
Então eu tava ali morrendo de vergonha na entrevista.
Mas eu espero que vocês tenham gostado.
Enfim, tô aqui gravando esse episódio de São Paulo.
Muita gente pergunta, né?
Eu trabalho e moro em São Paulo.
Tipo, seria impossível eu ser uma boa deputada.
Ou seria muito difícil, pelo menos, se eu não estivesse aqui com as pessoas, visitando as ONGs, os hospitais, andando na rua, sabe?
Conhecendo as coisas.
Então, trabalho em Brasília de terça a quinta.
E trabalho e moro aqui em São Paulo de quinta a terça, né?
Terça e quinta é meio dividido.
E aí as dinâmicas vão mudando, né?
A gente tá há sete anos juntos, quase.
Mas nesse momento eu tô indo um domingo sim, um domingo não pra Pernambuco.
É bem pouquinho.
A gente fica morrendo de saudade.
Mas a gente brinca que Deus vai preparando os caminhos.
E se a gente chegou até aqui, Deus vai ajudar e a gente vai chegar muito mais longe.
Mas é isso.
Obrigada, João, por ter topado.
Ele não teve... Tipo, ele foi assinar a autorização do uso de imagem, né?
Ele, meu, eu tenho que assinar isso.
Ele não fala, meu, fui eu, né?
Tenho que assinar isso?
Eu falei, meu filho, você assinou coisas muito piores no cartório lá, sabe?
Casamento, divisão de bens, só assina o uso da imagem.
Aí ele assinou e ficou tudo certo.
Eu queria muito agradecer.
Você sabe que eu fico meio envergonhada, assim, na frente.
da câmera, pra mim é mais fácil lidar com gente mesmo, mas é um desejo muito antigo, de verdade, já tem alguns anos que eu penso sobre isso.
de estar mais próxima, de conversar, sabe, rede social, tipo, um tweet, um minuto, senão o povo não vê.
O que cabe num tweet?
O que cabe num minuto?
Conversas profundas, com certeza não.
E talvez só pra finalizar, eu convidei essas duas pessoas maravilhosas que eu admiro muito da política pra gente sonhar o Brasil, mas eu acho que vale falar um pouquinho do sonho, né, que eu tenho, que a gente tem pra essa cidade na qual eu nasci, cresci, moro.
E obviamente que nossa trajetória, nossa história molda muito a lente que a gente vê o mundo.
E minha trajetória foi muito marcada pelas desigualdades.
Sabe, eu fui de A a Z. Eu conheço da extrema pobreza ao extremo luxo de São Paulo.
E é isso que me move, porque é isso que me incomoda.
Não é uma fala contra a elite paulistana.
Algumas coisas você pode criticar, né?
Mas é uma fala sobre uma cidade com tanto dinheiro, com tanta coisa, que simplesmente não chega para todo mundo.
- A favor
Sobre: garantir igualdade de oportunidades entre filhos de pobres e ricos
E meu sonho é tão simples quanto querer que o filho do pobre tenha as mesmas oportunidades que o filho do rico.
E é difícil colocar isso na prática, né?
E não pode ser por acaso, não pode ser só na sorte ou com um esforço hercúleo que depende de 40 mil coisas acontecerem como foi comigo.
- A favor
Sobre: garantir segurança nas ruas
É sobre a gente poder andar na rua em segurança.
- A favor
Sobre: expandir acesso a creches públicas desde a primeira infância
meninas especialmente, mulheres, é sobre a gente, desde a primeiríssima infância, ter acesso à creche, à saúde de qualidade, sabe?
- A favor
Sobre: garantir educação pública de qualidade que promova mobilidade social
A escola ser um lugar em que o filho do pobre se matricula e a família pensa, sim, se se esforçar vai ser médico.
- Neutro
Sobre: garantir educação pública de qualidade que promova mobilidade social
A gente sabe que não é isso que acontece hoje.
- A favor
Sobre: redistribuir recursos municipais para financiar serviços públicos básicos
Então, se a cidade mais rica, mais incrível que a gente tem nesse país, não puder proporcionar isso... Para que, sabe?
- A favor
Sobre: redistribuir recursos municipais para financiar serviços públicos básicos
Para que essa riqueza toda?
- A favor
Sobre: redistribuir recursos municipais para financiar serviços públicos básicos
Para que todo esse desenvolvimento?
- A favor
Sobre: garantir serviços públicos básicos para todos
Então esse é meu sonho, porque eu acho que se a gente der o básico, as pessoas vão fazer coisas incríveis que a gente sequer consegue conceber.
- A favor
Sobre: garantir educação pública de qualidade que promova mobilidade social
Então o meu sonho para essa cidade é esse, é que uma mãe... no Jardim Pava, onde eu estava recentemente, ou na minha vila missionária, ou na Brasilândia, ou em São Mateus, qualquer lugar dessa cidade, que essa mãe diga, vou
Desconhecido
matricular
- A favor
Sobre: garantir educação pública de qualidade que promova mobilidade social
meu filho na escola pública, porque a partir de agora ele vai poder ser o que ele quiser,
Classificação por IA a partir da transcrição do vídeo público. Veja a Metodologia